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Medo do Palco

O medo do palco é algo que aflige diversos bailarinos. O medo é caracterizado por um conjunto de sintomas emocionais, fisiológicos, comportamentais e cognitivos (pensamentos relacionados ao medo e sua atenção voltada para este estímulo). Para compreender melhor, basta lembrar-se da última vez que teve medo de algo. Podemos dar um exemplo mais simples e comum, como o típico medo de ratos, por exemplo.

Podemos compreender que o medo não é uma simples emoção. Na verdade ele altera, significativamente, tudo! Para um bailarino isso é especialmente importante, pois a forma como estamos internamente afecta o desempenho. Porém, não devemos confundir o medo excessivo – que é de fato um sintoma – com uma ansiedade saudável antes da apresentação.

Naturalmente, o bailarino sente-se diferente internamente antes de dançar no palco. É saudável que certa ansiedade neste sentido aconteça. Esta ansiedade saudável ajuda a activar internamente o bailarino e permite, inclusive, a dançar melhor. Ela é referente a uma alteração fisiológica antecipada. Muitos bailarinos a conhecem como um leve “frio na barriga” antes de entrar no palco. Isto é perfeitamente saudável e não deve causar preocupação. Já o medo excessivo é algo que causa sofrimento e impede o melhor desempenho.

 

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Mas, afinal, de onde vem este medo excessivo? O medo excessivo vem de diversos pensamentos que temos sobre questões referentes a dança, à performance e a nós mesmos. Uma das principais:

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– A busca excessiva pela perfeição –

 

A clássica busca do bailarino pela perfeição tem muitas pegadas. É natural que o primeiro caminho seja este. Porém, deve ser feito um esforço consciente de deixar esta busca excessiva de lado e tentar melhorar hoje, amanhã e depois no que é possível ser modificado a curto e médio prazo. O bailarino deve saber onde quer chegar em um, dois, cinco ou dez anos. Mas, não deve colocar a energia somente nisso. É preciso pensar a curto prazo no que pode ser melhorado agora!

Se o bailarino não consegue fazer isto, ocorrem alguns prejuízos. A sua atenção ficará completamente voltada para pequenos erros ou preocupações relacionadas à observação de terceiros sobre estes erros. O medo excessivo, em geral, é causado por esta alteração da atenção do presente para um futuro brilhante e distante. Quando vemos o mundo através destes óculos, os erros ficam muito mais acentuados, o que prejudica o desempenho geral do bailarino. O medo do palco torna-se inevitável, pois o foco está em tudo o que ainda não conseguimos realizar e não em desempenhar da melhor forma possível o que já aprendemos.

É preciso entender que a mente de um bailarino tem uma enorme influência sobre o seu desempenho e sobre o medo do palco. É necessário humildade e busca por excelência para compreender que é necessário treinar a mente para ser cada dia melhor e sempre vencedor. Cuidar da mente é cuidar do seu presente, passado e futuro.

 

 

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Ser Instrutor / Formador

Infelizmente, assistimos a um crescimento galopante do número de profissionais de dança, bem formados, que abandonam o nosso país… Pois, a vida não é um filme, e é extremamente necessário que este papel seja visto com grande importância aos olhos do mundo. Quando um professor assume o seu papel, para além da sua imagem e marketing pessoal, tem de ter principalmente a responsabilidade sobre os seus alunos e o trabalho a ser praticado. Professores carismáticos enchem facilmente uma turma/aula de iniciados. “Ganhar” a confiança dos alunos não é difícil quando se tem o dom natural de conviver ou comunicar, mas, o mais importante é garantir os alunos que pretendem seriamente evoluir na área da dança.

Um professor/instrutor/formador de dança tem de estar consciente de que está a mudar a vida das pessoas que se apresentam na sua aula. A aula de dança não é apenas um momento para “mexer um pouco ao som da música”. É muito mais do que isso. Aquilo que nós, professores de dança, passamos aos nossos alunos, vai influenciar a sua forma de ser e estar, aquilo que os fazemos treinar vai determinar o seu desenvolvimento físico, vai formar (ou deformar) o seu corpo, vai desenvolver (ou limitar) a sua capacidade de movimento, vai potenciar (ou inibir) a sua criatividade.

 

Formação

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Em Portugal, os cursos superiores de dança existentes abrangem um limitado número de estilos de dança.
Os professores de dança devem procurar formação na área que pretendem, conhecer as opções existentes, e procurar ter a formação mais completa possível, seja através de cursos profissionais ou de especialização, que devem ser sempre complementados com a frequência de workshops e de cursos intensivos.

Cada modalidade tem o seu “curso priveligiado”, existe sempre aquele formador que dá total credibilidade à formação. É esse o curso que deves tirar. É esse o curso que vai dar sustentabilidade ao teu percurso profissional. Atenção que cada caso é um caso, e na dança, todas as modalidades têm exigências diferentes. Não se pode esperar que um professor de danças urbanas, tenha o mesmo percurso académico de um professor de ballet clássico. O que se pode esperar, e exigir, é que ambos tenham formação de qualidade e devidamente reconhecida na sua área.
Também a frequência de workshops e cursos intensivos tem uma enorme importância na formação de competências de cada um, pois a formação contínua é um dever de todos os profissionais e é também o que distingue um bom de um mau profissional.

São muitas as instituições que promovem workshops e cursos intensivos com profissionais internacionais de dança. Mesmo assim, muitas vezes é necessário ir lá fora procurar mais formação, especialmente em modalidades ainda pouco desenvolvidas em Portugal, de forma a complementar aquilo somos enquanto profissionais.

A dança não é uma saída profissional, é muito mais do que isso! É uma paixão, uma forma de ser, um modo de vida. Ser professor de dança requer uma formação longa e contínua. Um bom professor pode não ser o melhor bailarino, nem o que tem mais alunos, mas é aquele que ensina, que exige, que corrige e transmite os correctos valores!

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“Se achas que és Feliz, então experimenta Dançar.”

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A Linguagem da Dança
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A dança é um instrumento espectacular e universal, com várias frentes de expressão cultural. O que a torna num assunto que necessita um amplo estudo e pesquisas constantes. 
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A LINGUAGEM DA DANÇA

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Para o psicólogo Howard Gardner (1943), a dança é uma forma de inteligência cinestética, uma habilidade que possuímos para resolver problemas através do controle dos movimentos corporais. Ao observar coreógrafos, vemos que para terem êxito, eles usam a sua inteligência musical, visual, verbal e interpessoal.
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Um outro exemplo, é o caso de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva, que procuram empregar meios não-verbais para se referirem a coisas que estão espacial e temporalmente afastadas delas. Além disso, quando observamos crianças, percebemos o quanto os seus gestos fornecem indicações do que esta está a pensar, e também dos seus processos mentais e das suas representações. Isto faz nos pensar que quando usamos o nosso corpo inteiro como instrumento de dança, o nosso potencial de comunicação ultrapassa os simples gestos com as mãos.
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A dança contém sequências de movimentos corporais com um sentido definido, intencionalmente rítmicas, e culturalmente influenciadas, escolhidas de forma muito semelhante à escolha de sequências de linguagem verbal, visual ou musical. Desta forma, compreendemos que a dança possui um vocabulário (passos e gestos), uma gramática (regras para justificar porque é que um movimento vem a seguir a outro), e significados múltiplos, por ser uma forma de arte. As pessoas “lêem” e “escrevem” a dança a partir da perspectiva das suas culturas e experiências pessoais, por isso acreditamos que a arte é tão importante: quanto mais a conhecemos, mais temos matéria-prima para fazer e criar.
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Segundo uma pesquisa, estes são os elementos básicos da linguagem da dança:

 

•  Espaço: tem direcção, nível, amplitude, foco, ordem e forma.

•  Ritmo: tem tempo, duração, ênfase e compasso.

•  Modo: como o corpo é representado na dança.

•  Dinâmica: é a força, energia, tensão, relaxamento e fluxo.

•  Forma: é a relação de quem está em movimento com outra pessoa ou objecto, ou com o espaço.

•  Locomoção: é a forma de se mover de um lugar para o outro, a andar, a correr, a pular, a saltar, etc…

•  Gesto: é o movimento que não tem peso. Como a rotação, a flexão, a extensão e a vibração.

•  Frase corporal: é um grupo de movimentos em sequência que produz uma afirmação específica.

•  Motivo: é uma parte do movimento que pode ser apresentada de formas diferentes (rápido, lento, com mais ou menos força).

 

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Todos estes elementos podem ser arranjados de forma a constituir diferentes estilos e formas de dança, fornecendo-lhe sentido. Como a dança é uma linguagem, torna-se um meio para educação interdisciplinar. Ela facilita o aprendizado, promovendo criatividade e dando expressão concreta e móvel a conceitos abstractos.
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Alimentação Saudável

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O alimento é o combustível do corpo, que nos dá a energia suficiente para realizarmos as várias tarefas do dia a dia. Por este motivo, nos dançarinos(as) torna-se ainda mais importante!

 

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 Pirâmide Alimentar – O que é?

    As pirâmides alimentares são esquemas gráficos que distribuem os vários tipos de alimentos e as proporções que devem ser ingeridas nas refeições saudáveis, que deve ser usado como uma rotina. Os primeiros guias alimentares surgiram na década de 1970. Desde então, periodicamente surgem novos esquemas, adaptados aos hábitos e às necessidades de cada sociedade e aos avanços das pesquisas científicas. Em 1992, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (o UEDA), montou o primeiro esquema em forma de pirâmide. Nele, incentivava-se a ingestão de carbonatos – como massas, pães e cereais – em vez de gorduras.
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 Alimentação Equilibrada

   É importante saber o mínimo sobre a Pirâmide alimentar, porque baseando-nos por ela, podemos ter uma alimentação equilibrada e da maneira mais correta. Um dançarino(a) é considerado um artista, mas também é um atleta, que utiliza o seu corpo como ferramenta para expressar a sua arte. Devendo então, cuidar do seu interior e  exterior!
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   Metabolismo do Corpo

   Os hábitos alimentares são de extrema importância para quem realmente quer ter um organismo equilibrado, e, com isso, conseguir tirar o máximo proveito nas actividades da dança. Usamos no dia a dia da dança, uma infinidade de músculos, tendões, articulações. O coração é esforçado para que nosso organismo e metabolismo trabalhe de maneira satisfatória. Produzimos vários tipos de hormônios e compostos químicos, para que o nosso corpo suporte essa actividade e  ainda assim, nos dê prazer de estarmos a fazer aquilo que gostamos.
Precisamos que a pressão arterial esteja equilibrada, os músculos com oxigenação adequada e todo o metabolismo em ordem.
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   Consciência = Resultado

    Tudo isto passa por uma boa alimentação. Temos de ter consciência que a nossa saúde alimentar é de extrema importância e fundamental para realizarmos as actividades na dança. É dessa consciência, que conseguiremos realizar com a maior grandeza e facilidade todos os desafios que a dança proporciona e colhermos bons frutos dessa actividade com um resultado óptimo para a dança e principalmente para a saúde.
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   Ciclo Vicioso. Cuidado!

 

        Descansar é importante, porque um atleta bem descansado consegue realizar um metabolismo de maneira mais homogénea e não gera ansiedade. A ansiedade é um factor bastante complicado, pode nos levar a uma má alimentação e a descansar mal também, causando um efeito “cascata” no organismo. Temos de estar atentos para não criar um ciclo vicioso. O ciclo vicioso é quando fazemos alguma coisa que desencadeia outra e outra, prejudicando de maneira global todo o nosso organismo e também todas as nossas actividades e rotinas. Temos que estar atentos para não cair em ciclos viciosos de forma a maltratar e a prejudicar a nossa saúde e as nossas actividades enquanto atletas da dança.

 

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Sobre o Hip Hop

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O hip hop refere-se aos estilos de dança sociais ou coreografados relacionados à música e à cultura hip hop.

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Isto incluiu uma grande variedade de estilos, especialmente breakdance, locking e popping, os quais foram desenvolvidos na década de 1970 por afros e latino-americanos. O que diferencia a dança hip hop de outros tipos de dança é o freestyle (improvisação) e os seus dançarinos frequentemente estarem envolvidos em batalhas – competições de dança formais ou informais. Sessões informais e batalhas de freestyle são geralmente realizadas num espaço de dança circular (ciphers) que se forma naturalmente quando a dança inicia. Os três elementos – freestyle, batalhas e ciphers – são os componentes da dança hip hop.

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Os principais estilos do Hip Hop:

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   O BREAKING ou a BREAKDANCE foi criado , em Nova Iorque, durante a década de 1970. Enquanto os afro-americanos são considerados os criadores do estilo de dança, os latinos são reconhecidos por manter viva a tradição, no final dos anos 1970 Bbreakdance foi considerado como um dos cinco pilares do hip hop. Devido a esta avaliação, é considerada a forma mais popular de todas as danças do gênero. O breaking inclui quatro movimentos fundamentais: toprock, os passos realizados em pé; downrock, realizado no chão para apoiar o seu peso; freezes, onde se faz poses elegantes com as mãos; e power moves, os mais difíceis, com impressionantes movimentos acrobáticos.

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   O POPPING é baseado na técnica de rápida contracção e relaxamento dos músculos para causar um empurrão no corpo do dançarino, referido como pop ou hit. Cada hit deve ser sincronizado com o tempo e as batidas da música. Este estilo inclui dois movimentos principais, deslizar e flutuar, que são movimentos feitos com os pés e as pernas. Quando feito de modo correto, dá a impressão que o dançarino está deslizando sobre o gelo. Em oposição a esses dois movimentos, há o tutting, onde são utilizados os  braços, mãos e punho – para formar um ângulo reto de 90º. O tutting é semelhante ao personagens da arte do Antigo Egipto.

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   O LOCKING (originalmente conhecido como Campbellocking) é um estilo de dança funk e street dance, que hoje é também associado ao hip hop. Baseia-se em movimentos rápidos e distintos de braço e mão combinado com movimentos mais relaxados de quadris e pernas. Os movimentos são geralmente amplos e exagerados, frequentemente rítmicos e muito bem sincronizados com a música. Locking é uma atuação muito virada para o espetáculo, sempre interagindo com a plateia, sorrindo… alguns movimentos são bastante cômicos por natureza. O Locking inclui movimentos bastante acrobáticos e fisicamente exigentes, tais como aterrar de joelhos.