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Medo do Palco

O medo do palco é algo que aflige diversos bailarinos. O medo é caracterizado por um conjunto de sintomas emocionais, fisiológicos, comportamentais e cognitivos (pensamentos relacionados ao medo e sua atenção voltada para este estímulo). Para compreender melhor, basta lembrar-se da última vez que teve medo de algo. Podemos dar um exemplo mais simples e comum, como o típico medo de ratos, por exemplo.

Podemos compreender que o medo não é uma simples emoção. Na verdade ele altera, significativamente, tudo! Para um bailarino isso é especialmente importante, pois a forma como estamos internamente afecta o desempenho. Porém, não devemos confundir o medo excessivo – que é de fato um sintoma – com uma ansiedade saudável antes da apresentação.

Naturalmente, o bailarino sente-se diferente internamente antes de dançar no palco. É saudável que certa ansiedade neste sentido aconteça. Esta ansiedade saudável ajuda a activar internamente o bailarino e permite, inclusive, a dançar melhor. Ela é referente a uma alteração fisiológica antecipada. Muitos bailarinos a conhecem como um leve “frio na barriga” antes de entrar no palco. Isto é perfeitamente saudável e não deve causar preocupação. Já o medo excessivo é algo que causa sofrimento e impede o melhor desempenho.

 

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Mas, afinal, de onde vem este medo excessivo? O medo excessivo vem de diversos pensamentos que temos sobre questões referentes a dança, à performance e a nós mesmos. Uma das principais:

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– A busca excessiva pela perfeição –

 

A clássica busca do bailarino pela perfeição tem muitas pegadas. É natural que o primeiro caminho seja este. Porém, deve ser feito um esforço consciente de deixar esta busca excessiva de lado e tentar melhorar hoje, amanhã e depois no que é possível ser modificado a curto e médio prazo. O bailarino deve saber onde quer chegar em um, dois, cinco ou dez anos. Mas, não deve colocar a energia somente nisso. É preciso pensar a curto prazo no que pode ser melhorado agora!

Se o bailarino não consegue fazer isto, ocorrem alguns prejuízos. A sua atenção ficará completamente voltada para pequenos erros ou preocupações relacionadas à observação de terceiros sobre estes erros. O medo excessivo, em geral, é causado por esta alteração da atenção do presente para um futuro brilhante e distante. Quando vemos o mundo através destes óculos, os erros ficam muito mais acentuados, o que prejudica o desempenho geral do bailarino. O medo do palco torna-se inevitável, pois o foco está em tudo o que ainda não conseguimos realizar e não em desempenhar da melhor forma possível o que já aprendemos.

É preciso entender que a mente de um bailarino tem uma enorme influência sobre o seu desempenho e sobre o medo do palco. É necessário humildade e busca por excelência para compreender que é necessário treinar a mente para ser cada dia melhor e sempre vencedor. Cuidar da mente é cuidar do seu presente, passado e futuro.

 

 

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Supera-te!

Os bailarinos possuem um intenso amor pela dança, o que faz com que se dediquem horas e horas a ensaios e a aulas. Mas, muitas vezes, esquecem se de se cuidar por dentro… das suas emoções e pensamentos. Afinal, todos temos pensamentos disfuncionais que acabam por provocar emoções negativas. Um tipo de pensamento disfuncional muito comum é o da comparação.

 

 

Nós bailarinos, estamos inconscientemente sempre em comparação com outros. Esquecemos-nos de fazer uma comparação mais ampla, realista e justa para nós.

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1 – Compara-te a ti mesmo.
Sempre que perceberes que te estás a comparar com alguém, lembra-te de te comparares contigo mesmo. Faz pequenas metas e após atingi-las, pensa e reflecte na superação. Pergunta-te a ti mesmo: “consegui superar alguma etapa recentemente?”

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2 – Reconhece as tuas  forças e qualidades.
Quando vemos o mundo pelos óculos da negatividade paramos de enxergar o positivo. Às vezes isso ocorre por uma causa nobre: queremos tanto ser bons que ficamos atentos a tudo de mau para nos podermos livrar disso imediatamente. Mas, a realidade é que muitas das vezes acabamos por nos sentir mal e encontrar algo de errado mesmo nas coisas positivas. Quando só vemos coisas negativas, precisamos de nos esforçar para ver também (e principalmente) as positivas. Faz uma lista sobre as tuas características e preenche nos dois lados: o negativo e o positivo.

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3 – Aceita-te!
Todos têm o desejo de melhorar, têm pontos positivos e negativos, altos e baixos. As coisas são como são. O melhor é aceitar e tentar superar, e não o contrário.

 

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Motivar os Alunos

Uma pessoa que toma a atitude de se matricular em uma escola de dança, desenvolve dois tipos de motivação, a motivação vinda de dentro (intrínseca) e também a influência externa (extrínseca).

Ou seja, quem chegou até à escola já recebeu a primeira dose de motivação ao decidir inscrever-se para as aulas de maneira espontânea. A partir daí, passa a contar a influência externa de como esse aluno vai ser tratado dentro da escola e quais são os artifícios que os profissionais irão usar para que ele não desista das aulas.

Cabe à escola de dança conquistar diariamente esses alunos. É preciso entender que eles desejam receber todas as informações referentes ao seu desempenho nas aulas de maneira simples e verdadeira. Criticar da forma correta é a maneira mais fácil de os fazer querer trabalhar mais e mais.

A permanência do aluno dentro da escola vai depender de vários factores. Dentre eles, o que mais pesa é o professor. É dele a tarefa de manter os alunos motivados e integrados nas aulas de dança, estabelecendo um vínculo com a escola cada vez mais forte, criando empatia e uma espécie de dependência entre professor, a aula e o aluno. Seja aquele professor/formador que está atento a todo o pormenor dos seus alunos, e que está sempre disposto a ouvir e a ajudar. Professores com Ego elevado não levam os alunos a lado nenhum. 

A união e valores partilhados com o grupo de dança também é um ponto bastante motivante para os alunos. Ter um grupo de amizade entre eles só faz com que queiram passar mais tempo no local de treino. Não seja “aquele”professor aborrecido que não coloca um sorriso na cara. Dançar é partilhar, ensinar e amar. Dançar é ser feliz!

 

Entre os motivos que levam os alunos a desmotivar poderá ser:

  1. Rotatividade de professores
  2. Aulas pouco envolventes
  3. Espaço físico desconfortável e pouco ventilado
  4. Falta de higiene
  5. Preço

Faça diferente, envolva o seu aluno com a escola!

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Ser Instrutor / Formador

Infelizmente, assistimos a um crescimento galopante do número de profissionais de dança, bem formados, que abandonam o nosso país… Pois, a vida não é um filme, e é extremamente necessário que este papel seja visto com grande importância aos olhos do mundo. Quando um professor assume o seu papel, para além da sua imagem e marketing pessoal, tem de ter principalmente a responsabilidade sobre os seus alunos e o trabalho a ser praticado. Professores carismáticos enchem facilmente uma turma/aula de iniciados. “Ganhar” a confiança dos alunos não é difícil quando se tem o dom natural de conviver ou comunicar, mas, o mais importante é garantir os alunos que pretendem seriamente evoluir na área da dança.

Um professor/instrutor/formador de dança tem de estar consciente de que está a mudar a vida das pessoas que se apresentam na sua aula. A aula de dança não é apenas um momento para “mexer um pouco ao som da música”. É muito mais do que isso. Aquilo que nós, professores de dança, passamos aos nossos alunos, vai influenciar a sua forma de ser e estar, aquilo que os fazemos treinar vai determinar o seu desenvolvimento físico, vai formar (ou deformar) o seu corpo, vai desenvolver (ou limitar) a sua capacidade de movimento, vai potenciar (ou inibir) a sua criatividade.

 

Formação

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Em Portugal, os cursos superiores de dança existentes abrangem um limitado número de estilos de dança.
Os professores de dança devem procurar formação na área que pretendem, conhecer as opções existentes, e procurar ter a formação mais completa possível, seja através de cursos profissionais ou de especialização, que devem ser sempre complementados com a frequência de workshops e de cursos intensivos.

Cada modalidade tem o seu “curso priveligiado”, existe sempre aquele formador que dá total credibilidade à formação. É esse o curso que deves tirar. É esse o curso que vai dar sustentabilidade ao teu percurso profissional. Atenção que cada caso é um caso, e na dança, todas as modalidades têm exigências diferentes. Não se pode esperar que um professor de danças urbanas, tenha o mesmo percurso académico de um professor de ballet clássico. O que se pode esperar, e exigir, é que ambos tenham formação de qualidade e devidamente reconhecida na sua área.
Também a frequência de workshops e cursos intensivos tem uma enorme importância na formação de competências de cada um, pois a formação contínua é um dever de todos os profissionais e é também o que distingue um bom de um mau profissional.

São muitas as instituições que promovem workshops e cursos intensivos com profissionais internacionais de dança. Mesmo assim, muitas vezes é necessário ir lá fora procurar mais formação, especialmente em modalidades ainda pouco desenvolvidas em Portugal, de forma a complementar aquilo somos enquanto profissionais.

A dança não é uma saída profissional, é muito mais do que isso! É uma paixão, uma forma de ser, um modo de vida. Ser professor de dança requer uma formação longa e contínua. Um bom professor pode não ser o melhor bailarino, nem o que tem mais alunos, mas é aquele que ensina, que exige, que corrige e transmite os correctos valores!

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“Se achas que és Feliz, então experimenta Dançar.”

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A Pedagogia e o Desporto

A pedagogia é a arte de ensinar e com ela nasceu também a metodologia, que são as várias maneiras, ou métodos, de ensinar.

Temos ainda que considerar a “prática pedagógica”, que é o “ensinar a ensinar” ou seja, destina-se aqueles que têm de ensinar, quem, por sua vez, vai ensinar.

Um metodólogo/formador, em regra, é alguém com bagagem científica, técnica e pedagógica, além de uma boa cultura geral e larga experiência profissional e de vida.

Numa aprendizagem, temos a considerar a progressão técnica e a progressão pedagógica. A primeira é o caminho do mais fácil para o mais difícil, a segunda podemos defini-la como sendo a progressão técnica que atende à idade, ao sexo e à preparação anterior. Estamos a falar do desporto e da sua aprendizagem.

A cinesiologia é a ciência que estuda o “movimento” ou seja, a forma como o ser humano se movimenta, a sua locomoção, a que se pode chamar, com propriedade, “melodia cinética”.

Ora o desporto é de facto uma forma “fácil”, e inteligente, de educar, já que cada gesto é um acto educativo, e tanto assim que é possível, através de um gesto, ajuizar da educação ou estado de espírito do seu autor, podendo tal gesto ser nobre e útil, ou rude e até obsceno.

Ora a primeira aprendizagem, como é sabido, é a motora, já que na 1.ª infância aprende-se a andar antes de falar, e é muito importante que tal aprendizagem seja feita de forma “correcta”, ou seja, não só no plano biomecânico, com uma “noção” instintiva, da quantidade de movimento, adequada ao gesto que se pretende realizar, como também no ajustamento psico-somático, gestual, ao sexo do indivíduo em causa.

Fora deste quadro, poderemos estar, inconscientemente, a concorrer, para, no futuro, facilitar desvios de comportamento.

Significa isto que o ensino do desporto e a sua pedagogia e metodologia são próprias, além de específicas, requerem, hoje, dada a complexidade e diversidade das normas sociais, pessoas altamente qualificadas, e tanto mais quanto mais se tratar de escalões muito jovens, porque é aí que começam a formar-se os “arquétipos”, e ainda porque as crianças não têm mecanismos de defesa, próprios, nessa idade, e por isso, quem tutela o sector tem essa responsabilidade. É preciso ser pedagogo e metodólogo para o entender e prevenir.

10 Dicas de Flexibilidade

A flexibilidade é uma qualidade física desejada por muitos que pode ser alcançada com a prática de actividade física.

Qualidade essa que perdemos ao longo da vida se não desenvolvermos com estímulos frequentes.

Muitos alunos desejam desenvolver a flexibilidade para poder executar da melhor forma possível os exercícios.

E, apesar de parecer, não é difícil adquirir flexibilidade.

Convém lembrar que a flexibilidade varia de pessoa para pessoa, além de ser influenciada por uma série de factores como: sexo, actividades diárias, histórico médico, altura, postura…

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1) Muda a Rotina

A falta de flexibilidade provavelmente vem de uma rotina onde não se estimula os músculos e articulações.

Seja por um trabalho inteiramente sentado, seja pela repetição de apenas algumas musculaturas… o facto é que precisamos de estimular todas as áreas do corpo. Não fomos projectados para ficar na frente de um computador durante todo o dia! É aconselhável fazer umas caminhadas ao longo do dia.

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2) Alongamento para Flexibilidade

De todas as dicas, esta é provavelmente a mais conhecida, mas a que menos se pratica.

Os alongamentos são simples, normalmente feitos em academias ou fisioterapias: estique o músculo e segure de 10 a 30 segundos para expandi-los, fazendo assim, aumentar a flexibilidade.

É importante alongar diariamente!

O tempo médio sugerido é entre 10 a 20 minutos de alongamentos com quatro repetições de cada grupo muscular.

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3) Foco na Respiração

Devemos inspirar profundamente e expirar completamente, pois dessa forma o nosso corpo tende a relaxar.

Ou seja, quanto maior o relaxamento, maior a nossa flexibilidade.

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4) Relaxa a Mente

A nossa mente influencia muito nas acções do nosso corpo.

A flexibilidade existe exactamente para ajudar a controlar o nosso corpo através da mente de forma a conhecermos melhor e trabalhar melhor as nossas emoções, o que influencia directamente o nosso corpo físico.

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5) Aprecia o Momento

É importante prestar atenção a todos os movimentos, concentrar e controlarmos a acção do nosso corpo.

A partir disso, basta apreciar o momento e alcançar a flexibilidade de forma plena e controlada.

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6) Persistência

Provavelmente esta dica vai parecer óbvia, mas é muito importante frisar que tudo o que fazemos na vida, não vamos sempre conseguir à primeira.

Desta forma, não desanimes caso a tua flexibilidade não aumente no primeiro treino, ou na primeira aula…

Continua a focar-te nos exercícios! Força de vontade e persistência são as palavras chaves.

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7) Faz os Movimentos Corretos

 

 

Em qualquer série de exercícios, é preciso seguir as orientações correctas para obtermos resultados.

Faz os movimentos e os exercícios correctamente para que a eficácia seja maior e alcança o foco principal, que é uma maior flexibilidade no seu corpo.

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8) Ouve o Corpo

Este é um ponto muito importante.

Como dito anteriormente, cada corpo funciona de uma maneira e em determinada velocidade, por isso fica de olho nos seus sinais.

Preste atenção a factores como dores e rigidez.

Conhece o teu ritmo e atinje o seu nível de flexibilidade com consciência, sempre sabendo o limite do corpo. Afinal, não queremos ter nenhuma lesão.

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9) Hidrata-te

O nosso corpo é composto principalmente de água e ela é essencial para a manutenção dos músculos.

Assim, para que a flexibilidade seja atingida de forma eficaz, precisamos que o corpo esteja hidratado, com líquidos saudáveis para funcionar de forma correta.

Lembra-te: água, água de coco e vitaminas são óptimas opções para manter o corpo hidratado.

Esqueça líquidos como refrigerantes e bebidas industrializadas em geral.

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10) Relaxa

Relaxa!

Sim, mantêm o corpo tranquilo, pois não adianta forçarmos o nosso corpo, mas sim, precisamos recuperá-lo de todos os esforços e cansaço do dia a dia.

Nunca sobrecarregue os músculos, pois será bem difícil conseguir a flexibilidade que deseja dessa forma.

Descansa e relaxa o corpo, e então aplique todas as dicas anteriores.

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Concluindo…

Estas são algumas dicas de como podemos melhorar a nossa flexibilidade no dia a dia.

Manter uma rotina de exercícios é essencial para atingir esse objectivo.

No entanto, é importante lembrar que é necessário uma mudança de rotina e de comportamento.

Focar a mente em novas situações e inserir pequenas coisas no teu dia-a-dia como copos de água e caminhadas, irá fazer uma diferença maior do que podes imaginar.

 

 

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A Importância da Dança na Educação Infantil

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Através da dança as crianças aprendem as noções de espaço, sequências, padronização e uma consciencialização do próprio corpo.

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Benefício emocional

A dança é uma forma de expressão que ajuda o seu filho a explorar os seus sentimentos, além de adquirir maior autoconfiança.

Benefício social

A dança é uma experiência comum que promove a tolerância e apreço pelos outros.

Benefício cultural

Dançar fomenta o interesse de outras culturas. Ao estudar diferentes estilos de dança a que se originam em outros países, o seu filho adquire uma maior compreensão histórica de outros povos.

Qual é o melhor estilo?

Não importa o estilo, o importante é que o seu filho tenha uma experiência agradável e bem movimentada, que explore as suas habilidades individuais através de experiências de aprendizagem.

Geralmente as aulas de dança para crianças centram-se na criatividade e nas possibilidades de movimento. Assim, elas podem desenvolver uma preferência pessoal por padrões de movimentos e estilos.

 

Os aspectos explorados num treino para crianças são:

Elementos e energia:

Elementos que envolvem o corpo no tempo e no espaço, na qual as crianças aprendem a usar esses elementos para expressarem-se artisticamente.

Anatomia e alinhamento:

O corpo é o instrumento da dança que deve ser mantido em perfeita sintonia. Portanto, aprende-se a organizar e alinhar o corpo afim de se moverem de maneira eficiente e saudável.

Movimento criativo:

As crianças aprendem a fazer escolhas de movimento estético para coreografar com forma, estrutura e significado.

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A dança desenvolve estímulos como:

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  • Tátil – sentir os movimentos e seus benefícios para o corpo;
  • Visual – ver os movimentos e transformá-los em atos;
  • Auditivo – ouvir a música e dominar o seu ritmo;
  • Afetivo – emoções e sentimentos transpostos na coreografia;
  • Cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação;
  • Motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao equilíbrio e flexibilidade.

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Conclusão

Desenvolver a musicalidade e a expressão corporal na educação infantil é muito importante, não só para trabalhar actividades que envolvam a música e a dança, mas também para o reconhecimento do seu corpo, das suas possibilidades e limitações espaciais, temporais e laterais.

É necessário salientar que as actividades que envolvem música e dança, é, sem dúvida, um importante meio de inserção de cultura e prazer, julgando que as crianças sabem relacionar música e dança, pois é algo materno e com certeza que elas irão perceber essa actividade como uma possibilidade de brincar, e não há nada mais grandioso do que aprender a brincar.

 

 

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Como prevenir lesões?

Prevenir lesões é importante para evitar que futuros problemas aconteçam!

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Tendinite e Entorses:
Tendinite é aquela dorzinha chata e aguda normalmente no calcanhar ou no tendão de Aquiles, bem diferente da ‘dor boa’ do alongamento bem feito ou dos músculos bem trabalhados. Como se trata de uma inflamação, é um problema que vai piorando enquanto não é tratado. Para prevenir esse tipo de lesão, e também os entorses, a melhor coisa é aquecer os pés e tornozelos antes da aula com movimentos circulares, extensão e flexão, por alguns minutos.

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Fractura por estresse: Esta é uma lesão mais séria, mas comum entre bailarinos e desportistas. A fractura por estresse é uma lesão por movimentos repetitivos, que pode acontecer quando se treina várias vezes um passo ou uma coreografia com muitos saltos e rodas, por exemplo. Também acontece quando os bailarinos não têm acompanhamento muscular ou fisioterápico, o que sobrecarrega ainda mais o corpo. Para prevenir, a melhor coisa é reforçar o alongamento e praticar alguns exercícios de força para turbinar a capacidade muscular. Fica SEMPRE atento ao que o corpo ‘diz’ após as aulas, e se a recuperação de um dia para o outro começar a ficar mais lenta, é melhor consultar um fisioterapeuta.

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Coluna e lombar: Quem nunca sentiu aquela pontada depois de um treino? Para prevenir essas dores, que surgem principalmente quando temos uma carga a mais de ensaios ou aulas, a melhor coisa é alongar. Passa mais tempo com as mãos nos pés, estende-te até o chão, caminha para frente, alterna o peso entre as pernas sem tirar as mãos do chão. Tirar o peso da lombar é essencial.

Para as costas, além do alongamento básico, vale a pena fazer bastantes abdominais e pranchas para fortalecer os músculos das costas! Engana-se quem pensa que o abdominal é só para fortalecer o abdômen, as costas agradecem e muito.

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Distensão muscular: Esta é a mais comum entre os bailarinos, e também a mais fácil de prevenir. A distensão acontece quando puxamos o músculo frio para além do seu limite de flexibilidade a que está acostumado, ou então, de forma brusca, que pode resultar em uma ruptura parcial ou total da musculatura. Para prevenir este tipo de lesão, a melhor coisa a fazer é alongar o músculo assim que ele estiver aquecido, especialmente se não fores tão flexível. Aproveita para subir e descer escadas ou dar uma corrida de um ou dois minutos. Tens que dar tempo ao corpo para ele perceber que vai começar a dançar!

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Ser Bailarino Profissional

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   Dançar é difícil.

Nenhum bailarino é bem sucedido apenas baseando-se no talento nato. Dançarinos são artistas e atletas. O mundo da dança depara-se hoje em dia com um desporto extremo. Talento e habilidade natural só te levam até a um certo ponto, os bailarinos precisam de trabalhar no duro. Os dançarinos dão anos das suas vidas, mais o suor, lágrimas e, às vezes, sangue para poder ter a honra de se apresentarem em palco.

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   Nem sempre vais conseguir o que queres.

Nós, nem sempre conseguimos o papel que queríamos, dançamos na ponta quando queremos, recebemos os trabalhos que queremos, ouvimos os elogios que queremos, ganhamos o dinheiro que queremos, etc, etc. Isso ensina-nos a ser humildes e a respeitar o processo, pela arte e os ídolos que escolhemos para nos ensinar. Quanto mais rápido aceitares, mais rápido vais poder dedicar-te a ser brilhante. Nunca vais ter 100% de certeza que vai dar certo, mas podes ter 100% de certeza que se não fizeres nada, não vai dar certo.

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   Existe muita coisa que não sabes.

Um bailarino tem sempre muita coisa para aprender. Mesmo os professores, coreógrafos ou colegas podem-nos ensinar algo. A partir do momento em que achamos que sabemos tudo, deixamos de ser um bem valioso.

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   Pode não haver amanhã.

Um bailarino nunca sabe quando é que sua carreira pode desaparecer sem mais nem menos: o fim de uma companhia/escola, uma lesão, acidentes, morte… Dança todos os dias como se fosse a tua última chance. Coloca a paixão mesmo nos exercícios que são em treino!

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   Há muito que não se pode controlar.

Não se controla quem te contrata, quem te demite, quem gosta do seu trabalho e quem não gosta, as políticas de estar numa companhia/escola… Não gastes tempo e energia a preocupares-te com coisas que não podes mudar. Foca-te em honrar a arte, e em ser o melhor dançarino que conseguires. Mantêm a mente aberta e uma atitude positiva!

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    Informação não quer dizer conhecimento.

Conhecimento vem de experiência. Podes discutir uma tarefa cem vezes e ir a mil aulas, mas a não ser que realmente vás lá e te apresentes, só terás o entendimento filosófico da dança. Encontra oportunidades de subir ao palco e de te mostrares.

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    Se queres ser bem-sucedido, prova que é valioso.

A maneira mais fácil de sair de um trabalho é provar para ao “patrão ou patroa” que não precisam de si. Em vez disso, seja indispensável. Chegue cedo, memorize o trabalho, esteja preparado, guarde as suas opiniões para si – a não ser que a tenham pedido. Acima de tudo, trabalhe duro e em equipa.

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    Haverá sempre alguém melhor que tu.

Seja trabalho, dinheiro, papel ou troféus, não importa. Em vez de te deixares envolver pelo drama acerca do que os outros estão a fazer ao teu redor, foca-te nas coisas és bom, as coisas que precisas melhorar, e as coisas que fazem de ti um dançarino feliz.

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    Às vezes vais falhar.

Às vezes, apesar de todo o esforço, de seguir os melhores conselhos, estar no lugar certo e na hora certa, ainda vais falhar. Falhar é uma parte da vida. Falhar pode ser imprescindível para os nossos maiores crescimentos e experiências de vida. Se nunca falharmos, nunca vamos valorizar o nosso sucesso. Está totalmente aberto(a) para a possibilidade de falhar. E quando acontecer, (porque vai acontecer) abraça essa lição.

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    Nunca te vais sentir 100% pronto. 

Ninguém, nunca se sente 100% seguro quando aparece uma oportunidade. Os bailarinos devem estar abertos a novos desafios e arriscar. As maiores oportunidades das nossas vidas forçam-nos a crescer para além da nossa zona de conforto, o que significa que não te sentirás totalmente confortável ou pronto para elas até ao momento.

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Passatempo X Convenção

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Queres ganhar as Masters da X Convenção Internacional Hip Hop Dance Algarve?

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Tira uma fotografia alusiva ao Hip Hop e participa no desafio!

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Envia a tua fotografia mais cool alusiva ao Hip Hop para hiphopalgarve@live.com.pt até dia 31 DE JANEIRO.

A fotografia com mais likes habilita-se a ganhar as Masters da X Convenção Internacional Hip Hop Dance Algarve e ainda a sua T-Shirt Oficial.

O passatempo termina a 24 de Março de 2017.

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Participa já!!

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