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A Pedagogia e o Desporto

A Pedagogia e o Desporto

A pedagogia é a arte de ensinar e com ela nasceu também a metodologia, que são as várias maneiras, ou métodos, de ensinar.

Temos ainda que considerar a “prática pedagógica”, que é o “ensinar a ensinar” ou seja, destina-se aqueles que têm de ensinar, quem, por sua vez, vai ensinar.

Um metodólogo/formador, em regra, é alguém com bagagem científica, técnica e pedagógica, além de uma boa cultura geral e larga experiência profissional e de vida.

Numa aprendizagem, temos a considerar a progressão técnica e a progressão pedagógica. A primeira é o caminho do mais fácil para o mais difícil, a segunda podemos defini-la como sendo a progressão técnica que atende à idade, ao sexo e à preparação anterior. Estamos a falar do desporto e da sua aprendizagem.

A cinesiologia é a ciência que estuda o “movimento” ou seja, a forma como o ser humano se movimenta, a sua locomoção, a que se pode chamar, com propriedade, “melodia cinética”.

Ora o desporto é de facto uma forma “fácil”, e inteligente, de educar, já que cada gesto é um acto educativo, e tanto assim que é possível, através de um gesto, ajuizar da educação ou estado de espírito do seu autor, podendo tal gesto ser nobre e útil, ou rude e até obsceno.

Ora a primeira aprendizagem, como é sabido, é a motora, já que na 1.ª infância aprende-se a andar antes de falar, e é muito importante que tal aprendizagem seja feita de forma “correcta”, ou seja, não só no plano biomecânico, com uma “noção” instintiva, da quantidade de movimento, adequada ao gesto que se pretende realizar, como também no ajustamento psico-somático, gestual, ao sexo do indivíduo em causa.

Fora deste quadro, poderemos estar, inconscientemente, a concorrer, para, no futuro, facilitar desvios de comportamento.

Significa isto que o ensino do desporto e a sua pedagogia e metodologia são próprias, além de específicas, requerem, hoje, dada a complexidade e diversidade das normas sociais, pessoas altamente qualificadas, e tanto mais quanto mais se tratar de escalões muito jovens, porque é aí que começam a formar-se os “arquétipos”, e ainda porque as crianças não têm mecanismos de defesa, próprios, nessa idade, e por isso, quem tutela o sector tem essa responsabilidade. É preciso ser pedagogo e metodólogo para o entender e prevenir.


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